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Michel Farchi Guiraldelli

(Ciências Biológicas)

michel.jpgMichel Farchi Guiraldelli, 31 anos, formou-se em Ciências Biológicas pela Unifran em 1999. Durante o curso se dedicou ao máximo para que pudesse se destacar no mercado. Logo que se formou, Michel conseguiu lecionar em três escolas, além de um estágio no laboratório de Biologia da USP, em Ribeirão Preto. Tal foi seu esforço que logo foi aceito no mestrado da instituição e, posteriormente, no doutorado. Hoje, Michel é pós-doutorando e trabalha em um Instituto de Pesquisas nos EUA. Batemos um papo com ele recentemente e soubemos um pouco mais de sua história, seu trabalho e suas conquistas. Confira!

1 - Por que escolheu essa profissão?
Desde criança eu tinha um interesse muito grande por ciências, o que se intensificou quando estudei biologia no colegial. Optei pelo curso de Ciências Biológicas por toda essa afinidade que eu senti enquanto um estudante de ensino médio e fundamental.

2 - O curso da Unifran te deu subsídios para sua formação profissional?
O curso da UNIFRAN ofereceu sim subsídios para a minha formação profissional. Mas além da teoria e aulas práticas, eu tive a valiosa oportunidade de me relacionar com os professores, o que me proporcionou opções para pesquisar e encontrar caminhos e alternativas no mercado de trabalho ou ainda na pós-graduação.

3 - Qual a sua opinião em relação aos laboratórios, biblioteca e professores da Universidade?
Começarei pelos professores, pois acredito que se não fosse por eles, de pouco adiantaria a biblioteca e laboratórios. Existiram professores com quem tive mais afinidade e professores com quem tive menos. Professores que eram "exigentes" e professores que eram mais "tranquilos".  Com certeza os objetivos para a nossa formação foram alcançados. Em meio aos professores, posso assegurar que as aulas nos laboratórios foram excelentes, muitas das quais eu reproduzi para os meus alunos. Ainda, as aulas nos laboratórios e o contato com alguns professores fez com que eu desenvolvesse um grande interesse por pesquisa cientifica. A biblioteca também forneceu um grande acervo de livros que foram muito úteis.

4 - Diploma na mão, e aí, o que você fez?
Comecei a procurar escolas para dar aula e laboratórios para fazer estágio. Comecei a dar aulas em uma escola estadual e em duas particulares. Iniciei meu estágio no laboratório da biologia dos mastocitos na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, USP, onde fui aceito para o mestrado e posteriormente o doutorado. Durante o mestrado, eu tive que abdicar de minhas aulas, pois a pós-graduação consumiu muito do meu tempo. 


5 - Onde você trabalha atualmente?
Atualmente trabalho no National Institutes of Health, USA. Sou um pós-doutorando na seção de Receptores e transdução de sinal, uma área da imunologia, biologia celular e molecular. Recentemente fui admitido como pesquisador associado na OKlahoma Medical Research Foundation (OMRF), onde inicio os meus trabalhos de pesquisa em fevereiro.

 
6- O que exatamente você faz aí? Como é seu dia a dia?
Eu trabalho com a sinalização de sinal de mastocitos, células que liberam histamina e outros componentes que causam os principais sintomas da alergia. Existem certos anticorpos, receptores e fosfatases que inibem a desgranulação dos mastocitos. Atualmente meu projeto está focado na atuação de um anticorpo e de uma fostase que inibe a liberação de histamina. No dia a dia: começo minhas pesquisas por volta das 8h e fico no laboratório até por volta das 18h. Alguns dias mais cedo, outros dias mais tarde. E a noite eu relaxo com amigos, bares, restaurantes.

7 - Como foi seu período de faculdade? Algum fato inusitado marcou sua vida universitária?
Pergunta difícil essa heim... Muitos dos fatos marcantes eu prefiro não mencionar, mas trabalhar nos laboratórios, as aulas práticas e a relação com os professores foram fatos marcantes. Também, fazer iniciação científica ainda na graduação foi um marco importante para a minha carreira. Mas de uma maneira geral, digo que no primeiro ano de faculdade eu passei por difíceis momentos de adaptação (trabalhar, estudar, etc). Mas consegui entrar no ritmo bem cedo e já no fim do primeiro ano de faculdade eu já estava "no ritmo"! 

8- Cite os cursos de pós-graduação que você fez.
* Mestrado pelo Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP
* Doutorado também pelo Departamento de Biologia Celular e Molecuar e Bioagentes Patogênicos e em colaboração (foi um doutorado sanduíche) com o National Institutes of Health, onde fiz 2 anos e 4 meses do meu doutorado.
*Pos-doutorado pelo Receptors and Signaling Transduction Section, National Insitutes of Dental and Craniofacial Research, National Institutes of Health. 

9 - Como você vê o mercado de trabalho para o profissional de Biologia?
Acho que o mercado de trabalho e bem competitivo, você tem que ser bom e procurar. Emprego existe, basta "saber" procurar e estar disposto a crescer. 


10 - Uma dica para a galera que pretende seguir essa profissão.
Não façam o curso de Biologia apenas por fazer. Não se cansem de procurar uma profissão melhor e melhor. Tirem o máximo dos professores, eles estão aí para ensinarem, mas sempre troque idéias a respeito do mercado de trabalho. E se quiserem uma carreira de cientista, vale a pena começar a iniciação cientifica, mesmo que seja difícil e exija alguns sacrifícios.

 

 

 

 

 

 

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