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Belo e útil!

10458.jpgNão é de hoje que o segmento calçadista vem diversificando a matéria-prima utilizada na confecção de sapatos, bolsas e outros acessórios. Nesse caminho, mais e mais, os tecidos ampliam seu espaço no mundo da moda. O Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Não-tecidos e Tecidos Técnicos (Abint), é um dos mercados com maior potencial de aumento de consumo do componente em função do crescimento em capacidade instalada, das melhorias tecnológicas, da inovação e da competitividade.

Os tecidos começaram a ser utilizados em calçados e acessórios no final do século 15, início do século 16, de maneira artesanal, quando parte do couro começou a ser substituída por têxteis. Mas foi a partir do século 20, nos anos 40, que tal troca se deu com mais força. O gerente de infra-estrutura e capacitação tecnológica da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Sylvio Nápoli, cita que a produção têxtil - fios, tecidos e confeccionados - no Brasil, em 2007, foi de 1,76 milhões de toneladas, sendo 95% da produção voltada ao mercado interno.

Para Nápoli, entre os benefícios do uso de tecidos no segmento calçadista está o preço. "Eles barateiam o preço final dos calçados e acessórios. Os produtos também são mais flexíveis e sua conservação (lavagem/secagem) é mais fácil do que a do couro'', complementa.

E também existem os componentes que ficam escondidos ou não chamam tanto a atenção em calçados e bolsas, mas estão lá e exercem papel de fundamental importância. É o caso dos não-tecidos, utilizados, por exemplo, na confecção de forros, cabedais, avessos, viras, embalagens, bases para flocados, etiquetas, entretelas, contrafortes, couraças, reforços de couros, revestimentos de cambrê, bases para dublagem, detalhes, reforços de ilhoses, palmilhas. O secretário-executivo da Abint, Jorge Saito, lista, entre os benefícios do uso do não-tecido, o conforto e a respirabilidade aos pés, assim como a vantagem da uniformidade do material para melhor aproveitamento no seu corte e moldagem.

Conforme dados da Abint, a indústria de não-tecidos representa um faturamento de mais de US$ 500 milhões por ano. O consumo interno é estimado em cerca de 169 mil toneladas anuais, com um consumo per capta de aproximadamente 0,91 kg/habitante/ano. O Brasil conta com cerca de 80 empresas de não-tecidos, responsáveis por 12 mil empregos diretos e dezenas de milhares indiretos. O segmento investiu cerca de US$ 200 milhões nos últimos cinco anos em tecnologias de última geração, e estão previstos investimentos de US$ 140 milhões para os próximos dois anos.

Entre os produtos duráveis, que representam 60% do total da destinação dos não-tecidos, os calçados têm uma parcela de 9%. Em primeiro lugar, está o item outros (agricultura, embalagem, confecção, carpetes, etc), com 34,5%. Na construção civil/geotecnia, são 6%; panos de limpeza, 5%; filtração, 3%; e automotivo, 2,5%. Entre os bens descartáveis, que representam 40% da destinação dos não-tecidos, 34% vão para produtos higiênicos (fraldas e absorventes); 4% para lenços umedecidos; e 2% para produtos médico-hospitalares.

Por sua vez, a cadeia produtiva brasileira de tecidos técnicos - componentes para fins técnicos específicos, visando praticidade, segurança, economia e durabilidade - representa um faturamento de mais de US$ 1 bilhão por ano. O consumo interno do produto está estimado em cerca de 265 mil toneladas anuais, com um consumo per capta de aproximadamente 1,43 kg/habitantes/ano. O Brasil possui cerca de 120 empresas de tecidos técnicos.

Conforme Saito, a evolução nos setores de tecidos técnicos e não-tecidos é constante. Ele afirma que a tecnologia desses componentes proporciona aos fabricantes uma gama de vantagens, tais como fácil manuseio e manufatura, espessuras adequadas e texturas diferenciadas.

Silvia Kröff/Revista Lançamentos Indústria

FONTE: www.exclusivo.com.br

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